terça-feira, 27 de janeiro de 2015

TUDO O QUE EU REALMENTE PRECISAVA SABER


TUDO O QUE EU REALMENTE PRECISAVA SABER,
EU APRENDI NA PRÉ-ESCOLA


A maior parte do que eu realmente precisava saber sobre como viver e o que fazer e como ser, eu aprendi na Pré-Escola. Na verdade, a sabedoria não está lá, no alto do morro da Faculdade, mas sim bem ali, na caixa de areia da escolinha.

As coisas que aprendi foram estas: reparta as coisas, jogue limpo, não bata nos outros, ponha as coisas de volta onde você as encontrou, limpe a bagunça que fez, não pegue coisas que não são suas, diga que você sente muito quando machucou alguém, lave as mãos antes de comer, aperte a descarga, biscoitos com leite quentinho faz bem, viva uma vida equilibrada, aprenda um pouco e pense pouco, e desenhe, e pinte, e cante, e brinque, e trabalhe um pouco... todos os dias. Tire um cochilo todas as tardes; quando você sair por aí, preste atenção no trânsito e caminhe, de mãos dadas junto com os outros. Observe os milagres que acontecem ao seu redor. Lembre-se do feijãozinho no algodão molhado, no copinho plástico. As raízes crescem para baixo e a plantinha para cima e ninguém realmente sabe como e porque, mas todos nós somos assim. Peixinhos dourados e porquinhos da Índia, e ratinhos brancos, e mesmo o feijãozinho no copinho plástico – todos morrem. Nós também. E lembre do livro Joãozinho e Maria e a primeira palavra que você aprendeu sem perceber. A maior palavra de todos: OLHE!!! Tudo o que você precisa mesmo saber esta aí, em algum lugar. As regras do convívio humano, o amor os princípios de higiene, ecologia, política e saúde.

Pense como o mundo seria melhor se todos – todo mundo – na hora do lanche, tomasse um copo de leite com biscoitos e depois pegasse o seu cobertorzinho e tirasse uma soneca. Ou se tivéssemos uma regra básica, na nossa Nação e em todas as Nações, de pôr as coisas de volta nos lugares onde as encontramos e de limpar a nossa própria bagunça. E será sempre verdade, não importa quantos anos você tenha, se você sair por aí, pelo mundo afora, o melhor mesmo é poder dar as mãos aos outros, e caminhar sempre juntos.



Robert Fulghum – Tradução Livre de Ernesto